Sobre

Pelo tempo e o lugar .

Em Santa Catarina (Caldas da Rainha), fazemos facas de cozinha sem pressa e sem atalhos. Aço inox de carbono duro, têmpera vigiada ao grau, e o acabamento sempre, sempre à mão.

a matéria-prima
Tudo começa num aço que a maioria acharia duro de mais.
Inox molibdénio vanádio, alto teor de carbono. Não é o aço mais dócil de trabalhar, e é exatamente por isso que o escolhemos. Aguenta o fio durante mais tempo, e um fio que aguenta já é metade do trabalho de uma boa faca. Endurece em fornos de atmosfera controlada, com a temperatura vigiada ao grau.
Depois disso já não há volta a dar (ou ficou bem temperado, ou não presta). É a parte da faca que ninguém vê quando corta um tomate à pressa. Talvez seja a mais importante de todas.
de 1977 até aqui
Primeiro vendíamos à vizinhança. Depois o mapa alargou-se quase sozinho.
Em 1977, a Curel fazia facas para quem estava ali ao lado, no mercado da região, e é provável que ninguém sonhasse com muito mais. Mas as encomendas passaram a chegar de mais longe. Isso obrigou a investir: máquinas melhores, fornos melhores, custos mais apertados sem ceder no que de facto importa, que é o corte.
E o que era uma fábrica de província acabou a mandar metade da produção para fora do país. O ofício é o mesmo de há quase cinquenta anos. O que cresceu, e cresceu bem, foi o alcance.
máquina e mão
O CNC dá a precisão. A mão dá o juízo.
Há fábricas que apostam tudo na máquina e oficinas que apostam tudo no artesão. Aqui não se escolhe, porque sozinho nenhum dos dois chega lá. A amolação e o polimento saem do CNC com uma regularidade que braço humano nenhum aguentaria um turno inteiro.
Mas a montagem, o acabamento e a afiação final continuam a passar pelas mãos de mestres cutileiros, gente que sente num instante aquilo que um aparelho levaria a medir. E é nessa fronteira, a do toque, que se decide se a peça fica só correta ou se fica mesmo bem-feita.
do que fazemos e para onde vai
Sobretudo facas. Metade fica em Portugal, a outra metade vai cortar lá fora.
Mais de setenta por cento do que sai daqui são facas, e à volta delas vivem os canivetes e os utensílios de cozinha que fecham a gama. Podíamos encher esta página das palavras do costume (excelência, compromisso, qualidade) e nenhuma diria o que o gume diz melhor.
Uma faca boa não se elogia num folheto. Pega-se nela, corta-se, e percebe-se logo. Por isso preferimos deixá-la falar: em metade das cozinhas portuguesas, e na outra metade espalhada por mercados que ficam longe daqui.
A fábrica

Zona Industrial, Santa Catarina. Aberta a visitas.

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ChefColourCorticeiraFaialForjadaLuxoMasterMethisPráticaProfissionalTradicional
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